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Refúgio

A estrutura da tenda, construída com ramos de loureiro individualmente selecionados e cortados, resgata a essência da infância como um espaço de refúgio e de imaginação. Estes ramos procuram trazer ao observador uma sensação de nostalgia através das sensações - o cheiro tão característico do loureiro que invadia  a casa da avó e que é transportado para a obra - adicionando assim uma camada imersiva à obra. Ao entrar na tenda, os espetadores são transportados para um tempo em que as tendas eram portais para mundos imaginários, no qual os mais novos podiam encontrar um refúgio para si mesmos.

Dentro da tenda encontra-se um manto composto por fotografias, textos e lembranças de uma vida que passou e já não volta, de um passado comum, uma memória coletiva que vem ser manifestada através de diferentes media.

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A obra convida os espectadores a refletirem sobre a simplicidade e a pureza dos momentos vividos na infância, onde uma tenda podia ser um castelo, um esconderijo secreto ou um refúgio para histórias com amigos. É um convite para a reconexão com a magia dos tempos passados, celebrando a alegria intrínseca à inocência da infância e a beleza encontrada nos pequenos prazeres da vida.

O trabalho teve na sua raiz o tema "Memórias", no qua procurei trazer uma das muitas memórias felizes que tenho em casa - brincar na minha tenda.

Quando cresci, os meus pais sugeriram irmos acampar em família, visto que era algo que tanto eu como o meu irmão tínhamos demonstrado interesse em fazer. Rapidamente a tenda tornou-se não só sinónimo de refúgio como de convívio, família, casa. As férias eram sinal que a família iria estar mais uma vez toda junta para um acampamento e eu era feliz assim.

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